terça-feira, 28 de junho de 2011

Sorteios de cirurgias plásticas geram polêmica na Grã-Bretanha


A oferta de cirurgias plásticas por meio de sorteios, competições e promoções vem causando polêmica na Grã-Bretanha. Entidades como a Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (Baaps, na sigla em inglês) estão pedindo a proibição de sorteios para cirurgia cosmética como aumento de seios, facelift e aplicação de botox.
Segundo elas, as promoções com cirurgias como prêmio vêm se tornando mais populares, particularmente nos últimos três meses. Além de sorteios, as cirurgias estariam sendo oferecidas como prêmio em programas de fidelidade, pacotes de serviços para divorciados, competições de revistas e em sites de ofertas.
Para os especialistas, a propaganda de cirurgias cosméticas nesse nível pode levar os jovens a querer tratamentos dos quais não necessitam.
Megaevento
O pedido de proibição das promoções de cirurgias ocorre poucos dias após um megaevento em Londres no qual os participantes pagavam 25 libras (cerca de R$ 64) para participarem de um sorteio de um crédito de 4 mil libras (R$ 10,2 mil) para pagar uma cirurgia plástica à escolha.
O evento foi organizado por um clube noturno de Londres e foi patrocinado por uma empresa de cirurgias cosméticas. Além do prêmio principal, também foram sorteadas lipoesculturas e maquiagens permanentes.
Autopromovida como "a Barbie da vida real", a britânica Sarah Burge, de 50 anos, foi uma das promotoras do evento. Segundo ela, as promoções não são perigosas. "Começamos esses sorteios após anos de pesquisas", afirma. "Sabemos que há dezenas de milhares de pessoas que querem mudar sua aparência", diz.
"Não é apenas uma questão de ter um nariz grande ou querer novos peitos. Isso tem relação com pessoas que vivem com faces desfiguradas, pacientes de mastectomia (retirada das mamas) e outros com deformidades e que querem sua dignidade de volta", afirma.
"Decisão informada"
Mas Sally Taber, diretora da organização não governamental IHAS, que oferece consultoria independente a empresas do setor de saúde, critica esse tipo de sorteio. "Eles estão atraindo pessoas a realizar cirurgias cosméticas que nunca tinham nem pensado nisso antes", observa.
"É importante que as pessoas tomem uma decisão informada em um ambiente adequado. Uma festa não é um ambiente adequado", diz. "Eles deveriam ser proibidos de anunciar assim", afirma. Para a cirurgiã Jackie Lewis, da Baaps, cirurgias cosméticas não deveriam ser oferecidas como prêmio em sorteios. "Isso não é algo que possa ser trivializado", afirma.
"Se você vai se submeter a um procedimento que é irreversível e com consequências por toda a vida, recomendamos que você antes pense sobre isso cuidadosamente", afirma.
Mas Beryl Atkins, dona da empresa Transpire Cosmetic Surgery, outro dos organizadores do evento em Londres, diz que seus cirurgiões "nunca operam de cara". "Os vencedores têm ao menos duas semanas para pensar sobre isso, e fazemos consultas extensas", afirma.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Cirurgia íntima atrai mulheres para clínicas de cirurgia plástica

Nos últimos tempos a procura pelos benefícios da cirurgia íntima, tem atraído mulheres de todas as idades para os consultórios de cirurgia plástica. As brasileiras estão deixando o preconceito de lado e indo em busca dos recursos da especialidade para melhorar a qualidade de vida e a auto-estima.




A região íntima, assim como a barriga e o seio, também é uma área do corpo que incomoda as mulheres. Nos momentos de intimidade, muitas pacientes não se sentem confiantes e acabam por ter sua vida sexual prejudicada.
O Dr. Ednei José Silva, cirurgião plástico e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revela que, para a mulher sentir-se satisfeita sua vida sexual precisa estar segura com seu corpo, em especial com a região íntima.
Entre os motivos mais comuns que fazem com que as mulheres recorreram à cirurgia íntima são: o tamanho e o formato dos pequenos e grandes lábios vaginais, ou ainda, o monte pubiano. A insatisfação e, em alguns casos a anatomia do órgão, impede as mulheres de usar calças muito justas e biquínis. A hipertrofia dos pequenos lábios é a queixa mais comum entre a população feminina, devido o desconforto durante a relação sexual, que pode acarretar em problemas emocionais à mulher.
Aliando a reconstituição na aparência da região genital, a cirurgia íntima é por vezes reprimida pelas próprias pacientes. “Muitas vezes durante a consulta médica, as mulheres se sentem envergonhadas em abordar tal queixa, pois ainda existe a ideia de que a plástica desta região é algo fútil ou desnecessário. Isso acontece, porque a própria paciente desconhece que existam procedimentos que visam melhorar a região”, revela o cirurgião plástico.
O procedimento indicado irá variar de acordo com as necessidades da paciente. Em alguns casos é preciso injetar gordura de outra parte do corpo para disfarçar imperfeições, realizar cirurgia de redução do volume, ou até mesmo, lipoaspirar a área. “É preciso ressaltar que, independente do procedimento cirúrgico, a mulher não terá sua sensibilidade altera”, informa o especialista.
As alterações nos órgãos sexuais podem ser decorrentes de envelhecimento natural, infecções, ganho de peso exagerado ou da própria genética, acometendo pacientes de todas as idades. A cirurgia íntima pode ser realizada em conjunto com outras cirurgias plásticas. O procedimento pode durar até 2 horas e deve ser realizado em ambiente hospitalar, com anestesia local ou geral e a paciente tem alta no mesmo dia. Após um mês, já é possível retornar às atividades sexuais.

domingo, 12 de junho de 2011

Inverno, a estação da cirurgia plástica

De acordo com profissionais da área médica, o inverno é a estação preferida pelas pessoas que desejam fazer alguma correção cirúrgica, devido entre outros fatores, à temperatura fria, que proporciona a utilização de vestimentas fechadas, que impedem a visibilidade do procedimento realizado e protegem o corpo dos raios solares. Além disso, temperaturas mais baixas, geralmente resultam em menos edemas (inchaços).
No entanto, especialistas informam que com os avanços da medicina, o pós-operatório é satisfatório em qualquer estação do ano, já que atualmente a recuperação é bem mais rápida, e o uso do elastano, que é um material usado nas cintas cirúrgicas está mais fino e maleável, proporcionando mais conforto no período de recuperação.
De acordo com o cirurgião plástico Cláudio Bicudo, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, para quem pensa em realizar uma cirurgia plástica, o momento é agora. “A procura por esses tipos de procedimentos cresce no inverno porque as temperaturas são mais amenas – a incidência dos raios solares é menor nessa época do ano, facilitando, assim, o uso de cintas e malhas elásticas, sempre necessárias em cirurgias plásticas no pós-operatório. Além disso, para  quase  todos os procedimentos cirúrgicos o resultado final aparece, em média, dentro de seis meses” diz o médico.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Homens investem em cirurgia plástica nas pálpebras


Pesquisa do IBOPE de 2009 mostra 
que a preferência masculina nas 
intervenções estéticas é por pálpebras e nariz




Os cuidados com a beleza também fazem parte do universo masculino. Em 2009, foram realizadas cerca de 640 mil cirurgias plásticas no país, sendo as mulheres ainda responsáveis por 82% do total e os homens por 18%. A Blefaroplastia (cirurgia plástica para retirar o excesso de pele das pálpebras) é uma das preferidas pelos homens que buscam uma aparência mais jovem. 

"O procedimento é simples: uma incisão em fuso é feita nas pálpebras superiores retirando o excesso de pele. Nas inferiores, a incisão é realizada junto aos cílios para abordar e retirar o excesso de bolsas palpebrais" explica Dr. Antonio Macedo, Cirurgião Plástico, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Coordenador de equipe da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Segundo o médico, a idade recomendada é acima dos 40 anos e desde que haja excesso de pele. "Mesmo sendo uma cirurgia relativamente simples, exames pré-operatórios são sempre necessários, assim como seguir alguns cuidados no pós-operatório."

Durante o pós-operatório, o paciente deve ficar os quatro primeiros dias em repouso. Após esse período, já pode voltar ao trabalho desde que use óculos para proteger a área. As atividades físicas só são liberadas depois de 15 a 20 dias. 

É importante o paciente ter ciência que, com os anos e mesmo após a cirurgia, as pálpebras podem voltar a cair. "Como continuamos envelhecendo é normal uma queda, mas a proporção será bem menor após a cirurgia", afirma o Cirurgião Plástico Dr. Antonio Macedo. "Outro conselho importante é que o paciente busque sempre um cirurgião plástico credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para realizar o procedimento."

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nova moda na Ásia: cirurgia para obter rosto “mais ocidental”


Lee Min-kyong é uma garota coreana de 12 anos que, apesar de ser uma ótima dançarina de balé, possui uma auto-estima baixa. A solução? Cirurgia plástica para ocidentalizar os olhos, sugerida pela sua própria mãe.
“Estou animada. Depois da operação, meus olhos vão parecer maiores, acho que vou ficar mais bonita do que eu sou hoje”, acredita a menina. Sua mãe, Hyu Jang-hee, afirma que a ideia partiu dela mesma, e não de sua filha. “Estou mandando ela fazer isso, porque eu acho que vai ajudá-la. Essa é uma sociedade em que você tem que ser bonito para chegar a algum lugar. Ela é minha única filha”.
A definição de “bonita”, explica o cirurgião plástico Kim Byung-gun, não é o rosto-padrão asiático, mas algo mais próximo de um rosto caucasiano.
Kim diz que sua clínica, uma das mais bem sucedidas em uma cidade apelidada de “capital de cirurgia plástica da Ásia”, realiza cem cirurgias por dia, que vão desde operações nas pálpebras, como o caso da menina bailarina, até intervenções para raspar o nariz e remodelar o contorno da face.
As cirurgias, já populares entre os coreanos, estão em alta entre os novos ricos chineses. Cerca de 30% de seus pacientes são estrangeiros e, desse grupo, 90% são chineses.
“Os pacientes chineses e coreanos me dizem que eles querem ter rostos como os americanos. A ideia de beleza aqui é toda ocidentalizada. Os povos asiáticos querem deixar de ter os traços físicos que os caracterizam como tal”, explica ele.
E a ideia da ocidentalização não para por aí. O cirurgião-dentista Hak Jung luta contra uma tendência bizarra: as mães coreanas pedem para que o músculo debaixo da língua, que se conecta ao fundo da boca, seja cirurgicamente cortado em seus filhos.
A crença é que, dessa forma, as crianças coreanas consigam falar inglês com mais clareza. Pessoas da região do Pacífico da Ásia têm dificuldade em pronunciar o fonema “L”, diz Jung, mas ele mesmo considera a cirurgia uma loucura, causada pelo espírito competitivo na Coreia.
“Nos últimos dez anos, tem havido essa histeria de aprender inglês precocemente. Daí, as mães recorrem às mais estranhas formas de deixarem seus filhos com uma melhor pronúncia”, explica Jung.
O comentarista americano de origem asiática, Martin Wong, vê estas operações de ocidentalização como algo muito profundo do que simples procedimentos cirúrgicos. Para ele, trata-se de uma forma de “imperialismo cultural”.
“Eles estão fazendo uma declaração sobre sua própria raça, sobre de onde eles vêm e quem eles são”, declara Wong. “Eles não estão fazendo isso de propósito. Não estão dizendo que eles pensam que são inferiores ou mais feios que os ocidentais, mas essa é a mensagem que passam mesmo assim”.
Mensagem ou não, para Min-kyong, a cirurgia de 20 minutos valeu a pena e o desconforto pós-cirúrgico não foi nada em relação à satisfação com seu novo rosto. E quando a menina de 12 anos de idade se vê dançando pelo espelho estúdio, ela não pensa em imperialismo cultural. Ela só vê uma menina bonita.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Operação Sorriso realizou cirurgia plástica em 44 pacientes

O pernambucano Cícero Venâncio da Silva, morador do povoado Fazenda Nova, em Quipapá (PE), conviveu os últimos 42 anos com uma má companhia que o incomodava e que, na infância, o afastava de colegas e vizinhos. Cícero nasceu com uma deformação congênita no lábio e em parte do nariz, nos dentes superiores e no palato ("céu da boca"). 

“Precisei me acostumar com a doença, mas hoje me sinto feliz por me livrar dela”, brincou Cícero Venâncio, casado, pai de sete filhos e um dos pacientes beneficiados pela Operação Sorriso na quarta edição do projeto, em Maceió.

Conforme relata Rejane Paixão, gerente de Unidades Externas da Santa Casa de Maceió, 92 interessados compareceram à triagem, sendo selecionados 44 pacientes. Como em alguns casos - como o do pernambucano Cícero Venâncio - foram realizadas até três intervenções simultâneas, o balanço final da Operação Sorriso contabilizou 76 procedimentos. 

O cirurgião plástico Diógenes Rocha, que operou o piloto Felipe Massa após o acidente do GP da Hungria em 2009, atendeu ao convite da Operação Sorriso e realizou diversas cirurgias. 

Um diferencial do projeto este ano foi a realização das chamadas cirurgias combo, aquelas em que além do lábio, corrigem também outras estruturas como o palato, arcada dentária etc. Nas edições anteriores a preferência era pelas cirurgias de lábio, que por serem mais simples e rápidas beneficiavam um maior número de pacientes. 

Com prevalência de um caso para cada 700 nascimentos, o lábio leporino é democrático, atingindo todas as classes sociais. O problema é que a doença prejudica principalmente a população mais pobre, que não tem dinheiro ou plano de saúde para realizar a cirurgia plástica na infância. 

"O lábio leporino atinge em cheio a auto-estima do paciente”, diz Rejane Paixão. Ações corriqueiras como sorrir, beijar e usar batom ganham ares de sonho inatingível. "Após a cirurgia, uma criança disse que estava feliz por poder usar batom. O sorriso mostrava sua felicidade”, concluiu.